Censo Abracom 2025 mostra que a demanda por mídia espontânea continua no topo: assessoria de imprensa aparece em 82,2% das respostas, à frente da gestão de redes sociais (55,5%).
Pode até parecer que tudo hoje gira em torno de feed, Reels e trends. Mas, quando o assunto é contratação de serviços de comunicação, o clássico continua mandando no jogo. Segundo o Censo Brasileiro das Agências de Comunicação 2025, a Assessoria de Imprensa permanece como o serviço mais procurado pelos clientes, com 82,2% das respostas na pergunta sobre os três serviços mais solicitados, bem acima da Gestão de Mídias Digitais e Redes Sociais, que aparece como segunda colocada, com 55,5%.
Começo: o retrato de um setor grande (e que ajuda a entender o mercado)
O Censo 2025, em sua terceira edição, foi apresentado como uma iniciativa para mapear e qualificar informações sobre as agências e consultorias que atuam no Brasil, um segmento que, segundo o relatório, faturou mais de R$ 5 bilhões e emprega mais de 20 mil profissionais, com base no Anuário da Comunicação Corporativa 2025.
Em outras palavras: não é um “recorte pequeno”. É um termômetro relevante de onde o mercado está colocando orçamento e do que realmente gera valor percebido para os clientes.
O Censo é direto ao afirmar que a Assessoria de Imprensa, apesar de uma leve queda em relação a 2023, segue como o serviço mais procurado pelos clientes, com larga vantagem. Na pergunta sobre os três serviços mais solicitados, o serviço aparece em 82,2% das respostas (contra 84,5% em 2023).
O dado fica ainda mais interessante quando o recorte é “o que vem primeiro na cabeça” do cliente: o relatório aponta que a Assessoria de Imprensa aumentou como o primeiro serviço mais citado, saindo de 62,2% para 65,2% dos casos.
Já a Gestão de Mídias Digitais e Redes Sociais aparece como segundo serviço mais procurado, citada em 55,5% dos casos no geral, e o Censo destaca que ela é mais lembrada nas segundas e terceiras citações.
O resumo prático desse recorte é simples:
- Imprensa ainda é prioridade (82,2%)
- Redes sociais são fortes, mas vêm depois (55,5%)
- E a imprensa cresceu como “primeira escolha” (65,2%)
O que esse recorte revela sobre reputação
O “barulho” das redes é inegável, mas o dado do Censo sugere uma leitura importante: quando a decisão envolve credibilidade, reputação e validação, a imprensa segue sendo um caminho central para muitas marcas. Não porque concorre com o digital, e sim porque atende outra camada do jogo: a de construção de confiança.
Em um cenário onde a comunicação se torna cada vez mais estratégica, o recorte do Censo funciona quase como um lembrete para o mercado: rede social é palco, mas assessoria de imprensa ainda é base e continua liderando a lista do que os clientes mais procuram nas agências.
FONTE: CENSO ABRACOM
